Olá caros amigos. Como relatado na última palestra – domingo, 25 de janeiro -, abaixo segue um texto disponível no site – mas achei interessante ressaltá-lo aqui – sobre o episódio da explosão do transmissor da TV Aratu.

Para quem já leu – foi postado há mais de 5 meses, mais exatamente dia 12 de agosto de 2008 -, vale a pena dar uma nova lida; para quem ainda não, aqui vai a sugestão de leitura que retrata detalhadamente o acontecimento.

12/08/2008 – A Explosão do Transmissor de uma Emissora de TV.
(A grandiosa atuação de defesa da Espiritualidade Superior) (*1).

por Benjamin Teixeira.
Redijo estas linhas nos primeiros minutos da madrugada de 12 de agosto de 2008. Há exatos 13 anos – um sábado de 1995 –, tive uma intensíssima e curiosíssima (a dizer por baixo) experiência, que teve início no dia anterior, a sexta-feira 11 de agosto, e desdobramentos até a segunda-feira subseqüente, 14 de agosto. A mentora espiritual Eugênia pediu-me relatasse aqui este episódio-marco, na história de nossa Organização, ocorrido no segundo ano de existência de nosso programa de TV.

À época, com apenas 24 anos de idade, exibia o programa (por aqueles dias, chamado “Perspectivas Além da Morte”) em “pool”, com o Estado da Bahia. A cabeça de rede era a TV Jornal, em Aracaju, que transmitia o sinal, “via Embratel” (*2), para a TV Aratu, de Salvador, que, por sua vez, reemitia-o a mais quatro estações repetidoras, espalhadas pelo gigante território baiano.

A juventude, as pressões de todos os lados (inclusive de obsessores da causa), a falta de apoio de lideranças espíritas locais e nacionais, da família e mesmo de amigos (os mais compreensivos apenas me toleravam a iniciativa, escandalizando-se até mesmo com o fato de eu sair da faculdade, para dar cabo da realização de tal projeto atrevido)… tudo me levou a um ponto de exaustão e angústia difícil de ser traduzido em palavras. Para completar, não ouvia ou via os orientadores desencarnados com clareza, o sinal mediúnico era intermitente; e, com freqüência, sofria falhas de precisão nas comunicações espirituais, impedindo-me de utilizar a interação com os guias da dimensão extrafísica de vida como base para decisões relevantes. Só o ideal me matinha de pé, como se estivesse num campo de batalha, sozinho, padecendo saraivada de balas de todos, incluindo os que deveriam estar do meu lado, defendendo-me…

Na sexta-feira 11 de agosto, encontrava-me abatidíssimo. Tranquei-me no quarto, no início da noite, apaguei a luz (para me concentrar melhor), e fui ter uma “conversa séria” com os Espíritos. Por aqueles dias, como disse acima, bem longe do nível de “segurança mediúnica” que hoje usufruo – auferida no exercício dos canais psíquicos por duas décadas –, resolvi-me por não ouvi-los a respeito do delicado da questão (“desligar” a comunicação paranormal não me é difícil, até hoje, como se tão-só abrisse ou fechasse os olhos – no caso: o “terceiro olho”), e, um tanto petulante (em verdade, quase desesperado), pelo que me envergonho, terrivelmente, mas que aqui publico em caráter de documentação histórica, exercício de humildade e exemplo para aprendizado de terceiros (de fato, já tenho mais juízo, atualmente, para agir de modo mais humilde, em meio a crises), falei, aproximadamente com estas palavras:

– Agora, vocês é que vão ter que me escutar. Vocês me pediram que eu priorizasse a divulgação do Espiritismo pela televisão, que ignorasse até mesmo a conclusão de minha faculdade de Direito. Renunciei à vida afetiva, ao sucesso profissional e financeiro. Coloquei-me contra a família, dei as costas a amigos de infância, sou até incompreendido entre confrades espíritas, que me não entendem o ideal ousado, sou atacado e olhado com suspeita, caluniado e perseguido por agentes das trevas. Todavia, o que tenho pedido são apenas condições práticas para viabilizar o que me pediram. A operacionalidade do projeto anda periclitando severamente. Não tenho fonte de renda certa, não consigo patrocínio suficiente para manter a empreitada de pé, e, no presente momento, estou à beira da debacle financeira, avultando uma dívida que não tenho como pagar, no ritmo que se vai avolumando. Vocês me mandam fazer, ficam por aí, no Plano Sublime, e eu tenho que arcar com todos os ônus financeiros e judiciários da empresa. Vocês inspiram, e eu me arrebento, no seu lugar, porque sou eu quem está encarnado, e sou eu a pessoa responsável pelo que acontece, em nome de vocês.

Chorei muito, repeti os pontos essenciais, de formas diferentes, “para ter certeza de que estava sendo ouvido”, pedi que encaminhassem o meu protesto às Autoridades do Domínio Excelso que estivessem interessadas naquela obra de divulgação em massa do ideal imortalista de vida; e, por fim, concluí, em tom seguro, sem nenhuma culpa ou vacilação, solene, como se lavrasse um documento ditado a um estenógrafo, numa audiência de um tribunal da Espiritualidade Superior:

– Diante destas circunstâncias, em considerando minha condição de cidadão livre, no gozo de meu discernimento e bom senso, comunico – vejam bem o termo que estou utilizando: co-mu-ni-co – que estou retirando o programa do ar, em seu braço da Bahia, pela absoluta falta de recursos para honrar com os compromissos de custos de sua exibição, por lá. Reitero que, como cidadão adulto, responsável pela realização desta iniciativa no plano físico, tenho livre-arbítrio para tomar esta decisão, baseado nos princípios gerais de sensatez e equilíbrio, que a Espiritualidade Superior jamais me poderia exigir ignorar ou contraditar, em vista de esta calamitosa situação de insolvência e estrangulamento financeiro vir-se arrastando, há vários meses, não me sendo possível continuar nesta vereda de escolhas de vida, que entendo por leviana e suicida!…

Iniciamos o programa, no dia seguinte – o tal fatídico dia 12 –, às 7h de Aracaju, 8h de Salvador (por aqueles dias, sofríamos uma disparidade de fusos, por conta de uma das capitais dos Estados vizinhos – a nossa – não estar alinhada, neste sentido, com Brasília), e, com semblante denso, verbalizei a tão malfadada notícia, sem muitos rodeios e com tom terminante, cuidando de não fazer parecer nenhuma “jogada” a provocar reações do público, mesmo porque isto seria inútil, como, já mesmo por aquele tempo, a experiência me havia demonstrado. Em seguida, comecei a responder às perguntas que nos chegavam, permanecendo bem mais presente mentalmente e menos mediúnico, na condução do programa, do que nos dias de hoje (passava a maior parte do tempo, no ar, atendendo às solicitações dos telespectadores, que nos faziam perguntas por telefone – como ainda ocorre, embora com menos espaço a respostas)… e estranhei o fato de haverem simplesmente sumido as questões provenientes da Bahia, que eram em número acachapante, em relação às de origem sergipana (apesar de serem ligações interurbanas – aquele Estado tem população cinco vezes maior que o nosso, aproximadamente). A estranheza se fazia ainda mais aguda, porque eu supunha os baianos mais politizados ou menos submissos que os sergipanos, não sendo dados a suportar perdas de “cabeça baixa”. Li, então, alguns protestos de telespectadores aracajuanos indignados (que, aliás, não teria autorizado chegassem a mim, ao vivo, se me houvesse passado pela cabeça que isso poderia acontecer – sinceramente, não me ocorreu essa obviedade, provavelmente pelo estresse extremo a que estava sendo submetido naquela circunstância)… e nada de os baianos se pronunciarem. O “Perspectivas” daquele sábado chegou a termo, e, como não houvesse chegado um único telefonema dos vizinhos do Sul, ainda nordestinos porém, entendi que eu inferira mal quanto à “alma” do povo baiano. Deveriam os nascidos na terra de Rui Barbosa estar aborrecidos comigo, pela suspensão do benefício, e transferido a mim a culpa pela ocorrência – confabulei com “meus botões”.

À noite – às 20h15 de sábados e terças-feiras, então –, tinha início a nossa palestra pública, que acontecia na sede da Academia Sergipana de Ballet, de minha mãe biológica, Dorinha, visto que o grupo Salto Quântico sequer houvera se formado embrionariamente, em relação ao que é atualmente, naqueles longínquos primórdios de nossas tarefas com as grandes massas. Ao final dos estudos públicos, reduzindo-se as luzes do ambiente, como ainda fazemos, a dúlcida mestra desencarnada Eugênia (particularmente doce e comovente naquela noite memorável) incorporou-me ante a pequena platéia congregada a nos ouvir, o que só ocorrera, antes disso, numa única ocasião: 7 de dezembro de 1993, um mês e meio antes de o programa ir ao ar, em Aracaju, pela primeira vez. Emotiva, a grande sábia discorreu sobre a fé em Deus e Seus Representantes, reportando-nos ao socorro do Plano Sublime, que nunca nos relegava a abandono, apesar de nossos protestos em contrário (numa diretíssima resposta ao secreto episódio da sexta, em meu quarto).

Pulamos a narrativa, neste ponto, para o dia 14 de agosto, a segunda-feira subseqüente ao episódio aqui documentado. Chegara o momento, pela manhã, de formalizar, com a direção da TV Aratu (porque ainda não conversara com ninguém da emissora baiana, preferindo anunciar a saída do ar, primeiramente, aos telespectadores, com quem me sentia de fato comprometido, para somente depois definir “burocratices contratuais” com os “donos do mundo material”, os empresários e executivos com quem negociava, em “termos mundanos” – diga-se d’outra forma: monetários –, a fim de que a mensagem salvadora da imortalidade chegasse a milhares de lares). Da mesma forma que fizera ante os telespectadores da manhã de sábado, sem muitos circunlóquios, exprimi minha decisão à então autoridade máxima da TV Aratu – de quem, desculpem-me os leitores, não me recordo o nome –, e ouvi a lacônica e enigmática, quão absurda e incompreensível, para mim, resposta do senhor grisalho, do outro lado da linha, a quase 400 km de distância:

– Não, você não anunciou.

Retruquei:

– O senhor não compreendeu o que eu disse. Estou afirmando que já anunciei, no ar, sábado passado, a suspensão da exibição do programa na Bahia, por intermédio da emissora que o senhor dirige. A decisão foi unilateral, e estou disposto a arcar com os ônus por isso.

E o homem, que flertava com a terceira idade, do outro lado do fone, com faixa etária quase bastante para ser meu avô, repetiu, monocórdio:

– Não, você não avisou.

Tive que, então, pedir esclarecimentos, que não tardaram, em forma ainda misteriosa – de indagação:

– Você não está sabendo o que aconteceu?

– Aconteceu o quê?

– O transmissor de nossa central, em Salvador, explodiu, no início da manhã de sábado, e não só a nossa emissora da capital, como as quatro repetidoras do interior, ficaram fora do ar, durante todo o fim de semana, causando um prejuízo imenso ao caixa da empresa!

Num lampejo, dei-me conta da iniciativa “salvadora” dos bons Espíritos. Como aqueles “senhores” não estavam dispostos a reduzir os custos de nossa estada no ar, pelo seu canal, Eles “deram um jeito” de manter a programação necessária à libertação e esclarecimento de consciência, em massa, num estado brasileiro que já tinha, ao que me consta, mais de dez milhões de habitantes, por aquele período. Imediatamente, fiz uma volta de 360º, em minha abordagem com o presidente da emissora soteropolitana, e lancei um algo como:

– O senhor percebe como os Espíritos realmente querem que este programa fique no ar? Como o senhor não foi sensível a nos preservar, na grade de programação da casa, no patamar de ônus pecuniário que nos estava ao alcance, Eles tomaram “outras” providências – nota? Vamos fazer um acerto: mantenha nosso programa no ar, enquanto não chegamos ao valor que o senhor deseja que paguemos por mês! O que vai pôr no ar, se não nos acatar a proposta? Aqueles desenhos animados antigos e sem graça? Quer ainda, por fim, confrontar Os que determinaram um acidente tão dispendioso, embora sem feridos ou perdas humanas?

Bem… “colou” – como se diz, na gíria popular –, porque, de fato, acontecera algo de extraordinário! Nosso programa, que abria a programação de sábado da TV Aratu, na época, fora impedido de ser exibido, já que levaria ao ar uma declaração minha considerada inoportuna por Nossos Maiores, que julgaram a causa suficientemente necessária e nobre, para realizarem manobra tão invulgar como essa. Ato contínuo ao fim do telefonema com o diretor da TV Aratu, liguei para um novo amigo – que conquistara, naquele ano de ’95, com a exibição do programa –, na cidade de Paulo Afonso, e ele me relatou o que também, como o diretor-geral da emissora baiana, presumia que eu soubesse, detalhando uma curiosidade:

– No momento exato, Benjamin, em que a vinheta do seu programa começou a ser exibido, simplesmente o sinal da TV Aratu sumiu, e assim ficou durante o fim de semana inteiro!

Não podia ter sido um sinal mais claro do quanto a Espiritualidade Superior queria a continuidade da disseminação da Luz Espiritual pelo campo material de vida. Mas, mesmo assim, as argumentações (a dos Espíritos, mais dramática, com o colapso do transmissor da TV Aratu; e a minha, pelo telefone) só tiveram fôlego para sustentar o programa no ar, na Bahia, até dia 30 do mês seguinte (setembro de 1995). Vieram-me, então, dúvidas e tristezas amargas, sobre os hipotéticos motivos de não lograrmos continuidade da tarefa, como pedido pelos bondosos orientadores espirituais (não tinha, por aqueles dias, o livre fluxo de diálogos e consultas mediúnicas, como hoje faço, diariamente), quase sempre desembocando na ilação de que a culpa era minha, muito abaixo do nível moral que seria de se esperar de um representante do Mundo Maior, que, no meu entender, deveria ser uma pessoa santa, ou, nos dizeres dos esotéricos e orientalistas: um “iluminado” – do que sabia estar muito distante. Eis que, no entanto, dias depois, viajando por via terrestre a Paulo Afonso, a fazer palestra por lá, ladeado do mesmo amigo a que me referi há pouco, residente naquela cidade baiana, na quase divisa com Sergipe, ouvi a proposta (que depois soube partir da inspiração dos Bons Espíritos):

– Benjamin, por que você não procura diretamente a Embratel, para fazer a transmissão do programa para o país inteiro, via satélite, e não só para a Bahia, além de Sergipe?

Olhei estupefacto, pela ousadia do interlocutor afetuoso, e respondi o óbvio:

– Pela questão do custo, é claro. Imagino seja exorbitante. Se não pude manter a transmissão expandida apenas para a Bahia, como teria condições de fazê-lo para o Brasil todo?

Foi quando percebi que não se tratava de uma transmissão em rede nacional (fazendo uso de emissoras locais de TV aberta, por todo o território brasileiro, para captação por televisores providos de antenas comuns, domésticas), e sim uma exibição apenas para quem dispusesse de antenas parabólicas (analógicas), que estavam no ápice da coqueluche, por aqueles dias, como devem se recordar meus contemporâneos e mais velhos. Virei-me, então, para um colaborador, no banco traseiro do carro que nos fazia o traslado Aracaju-Paulo Afonso, e solicitei, já com uma forte sensação de entusiasmo íntimo, indicador intuitivo de que a idéia iria “vingar” – o que os americanos chamariam de “feeling”:

– Por favor, anote em sua agenda: procurar a central da Embratel em Sergipe, já na próxima segunda-feira (*3). Precisamos nos inteirar dos valores necessários para esta ordem de iniciativa…

Bem… aconteceu. Ou seja: o retrocesso do que Eles queriam era apenas para gerar um salto no sentido de algo maior, também do interesse d’Eles, de modo a beneficiar ainda mais expressivo número de pessoas. Apesar de Alamar Régis haver feito um programa experimental por parabólica, em 1990, que foi ao ar num único episódio, pelo mesmo sistema, de TV Executiva, via satélite, o nosso foi o primeiro espírita a ficar no ar, semanalmente, para todo o país (Alamar lançou um outro, mensal, no mês seguinte). O programa de televisão que os sábios mestres desencarnados pediram-me criasse foi o primeiro nacional da história do Espiritismo… e produzido de Aracaju, uma capital do Nordeste, para todo um país de mais de 180 milhões de habitantes! Está muito evidente que não poderia ser algo atribuível a mérito de quem quer que seja, na crosta do orbe! É lógico que somente uma Interferência Superior justificaria realização desta envergadura, como a história de nossa Organização tem demonstrado, sucessivas vezes. A transmissão para parabólicas analógicas estendeu-se, semanalmente, durante vários meses de 1996, e por meio de veiculações mensais, até o fim de 1998. Em 2001, entrava em rede nacional de TV, pela TVE-Rede Brasil; e em 2007, pela CNT, onde permanece em transmissão semanal, para todo o país, no horário nobre de 15h30 de sábados, por mais de cem canais de televisão, espalhados por toda a nação brasileira.

Salve Eugênia e sua plêiade de Amigos da Dimensão Excelsa de Vida! Salve Maria Santíssima, Mãe da Humanidade, a Quem servimos, indiretamente, por ser Eugênia uma Sua servidora. Salve a libertadora, transformadora e felicitadora mensagem da felicidade racional e amorosa, realista e pragmática, próspera e conscienciosa, proposta e lecionada pela grande mestra desencarnada e seus companheiros esclarecedores, sob sua batuta!…

Que a Misericórdia de Deus nos preserve a serviço desta santa-sábia desencarnada, na honra ímpar de ser Seu porta-voz, no domínio físico de existência.

E, dos prezados amigos leitores, seguidores-discípulos da Escola da Mestra da Felicidade, peço, fraternalmente, a caridade de suas preces intercessórias, no intuito de que eu erre cada vez menos e possa acertar mais, neste trabalho que está muito acima de minhas muito limitadas condições evolutivas de responsabilidade, mas que aceito, por não me sentir com autoridade para regatear um convite-exortação da Espiritualidade Sublime, a Quem tudo devo, e por Quem tudo faço.

(Texto redigido na madrugada de 12 de agosto de 2008. Revisão de Delano Mothé.)
(*1) Gustavo Henrique, em nome dos orientadores desencarnados de nossa Escola de Pensamento Espiritual, pediu-nos não trouxéssemos a lume nenhum artigo, ontem, segunda-feira, justificando sua solicitação com a assertiva de que muitos não se sentiriam suficientemente estimulados, se publicássemos outro ensaio, a compulsar o diálogo que travei com a mestra Eugênia, publicado no sábado próximo passado, e que, por isso, continuou figurando como “mensagem do dia”, ainda nesta segunda, 11 de agosto.

(*2) Quem conta mais de 40 anos não terá dificuldade de se recordar desta expressão, que era utilizada antes de se generalizar o “via satélite”, já que a transmissão a grandes distâncias, de TV, normalmente acontecia por terra mesmo, com torres de recepção e retransmissão do sinal eletromagnético, a cada 50 km, uma manobra engenhosa para os tempos primordiais das grandes redes de televisão, no Brasil e nos Estados Unidos – nosso país sempre compôs a vanguarda neste setor, com redes de TV disseminadas por todo o país, já em meados da década de 70 do século transato, o que devemos, lamentavelmente, agradecer e atribuir à iniciativa da ditadura dos generais do interlúdio 1964-1984, com seu intento de manter nosso território nacional e unidade cultural íntegros e homogêneos.

(*3) Era um sábado, novamente, e fazíamos a viagem de algumas horas, exatamente após a conclusão de mais um programa de TV, exibido ao vivo.

(Notas do Autor)