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Por Fábio Aragão.

Uma bela joia de ouro passa por inúmeras etapas até chegar ao seu aspecto final. A primeira fase é o empenho e o interesse em obtê-la, depois a busca e a investigação das áreas com probabilidade de extração. Já de posse de tais informações, vem a lavra em meio a pedregulhos, a peneira, a correnteza da água, a umidade. É preciso também ter o olhar atento para reconhecer o ouro no meio de tantas pedras sem valor.

O ouro, em estado natural, assemelha-se às demais pedras sem qualidade. Para o olhar menos treinado, o ouro passa despercebido, sendo levado com as pedras não preciosas. Atenção: mesmo o olhar mais experiente é incapaz de transformar uma pedra qualquer no metal valioso: é imprescindível procurar o ouro.

Após reconhecida e retirada a pepita, ela precisa ser limpa e polida. Para isso, é necessário aquecê-la e moldá-la. Depois das etapas da disposição em buscar e de todo o trabalho com a lavra, é chegado o momento do artista, o ourives, que dará a forma e a beleza à peça.

Quer ter um espírito jóia (*)?

Procure, trabalhe, estude, disponibilize-se, empenhe-se e se entregue ao grande Artista de Almas: Deus.

Faça uma lavra atenta dentro de você. Busque o ouro entre os pedregulhos e no fundo da água turva. Está difícil encontrar? Consulte especialistas, ore mais, leia textos edificantes, traga informações de fora, mas procure principalmente dentro de si.

Que brilhe o seu ouro, como fora dito em Mateus 5:16: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu.”

(*) Gíria muito usada no Brasil dos anos 1970, que significa pessoa ou coisa de ótima qualidade ou merecedora de admiração ou estima.

(Revisão de Letícia Beatriz.)